A
origem da palavra anacoreta vem do latim anachorita,
do grego anakhoretés, “pessoa
afastada do convívio social”, de anakhorein,
“retirar-se”; formada por aná, “para
trás”, mais khorein, “ceder”.
Os anacoretas eram monges cristãos ou eremitas que viveram em
retiro, solitariamente, especialmente nos primórdios do cristianismo,
dedicando-se à oração e à produção de textos litúrgicos, a fim de alcançar um
estado de graça e pureza de alma pela contemplação.
O
termo anacoreta também é utilizado para denominar um penitente que se afastou
do convívio humano para viver em solidão, procurando expiar seus pecados pela meditação.
Como
exemplos de anacoretas reconhecidos pela Igreja Católica podem ser citados Santo Antão do Deserto e Santo Afraates, da
Igreja Siríaca.
O “anacoreta” é usado
como sinônimo de eremita. No entanto, a vida de anacoreta, embora semelhante à vida eremítica, também
pode ser distinta. O anacoreta na Idade Média era uma vocação comum. Eremitas e
anacoretas viveram a vida religiosa na solidão de um “eremitério”, geralmente
uma cabana ou “célula” (cela) construída junto a uma igreja. A porta era
emparedada em cerimônia especial realizada pelo bispo local. O anacoreta
participava na liturgia, ouvindo o serviço e recebia a sagrada Comunhão.
Existia outra janela direcionada para a rua, permitindo que os vizinhos
fizessem caridade para entregar comida e outras necessidades.

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