quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O que só aos pequenos é dado saber

       
Se toda criatura humana se preocupasse em revisar sua pequenez diante de Deus, muita coisa mudaria. Em Deus, o nada que somos reconhece a grandeza, a eternidade, a bondade do Criador para com todas as suas criaturas. Muitos querem não aceitar esta realidade, no entanto, como criaturas de Deus, precisamos d’Ele e mais além, como criaturas e filhos adotivos d’Ele fomos concebidos com um plano de amor que inclui o fato de vivermos em sociedade e de dependermos uns dos outros. Reconhecer nossa pequenez é também aceitar com alegria e resignação as cruzes do dia a dia, aqueles momentos em que só Deus é capaz de nos dar a alegria verdadeira.
Muitas das vezes, na nossa vida diária, as tribulações nos visitam! Deus mesmo as permite em muitas ocasiões, para que domemos essa vontade humana de nunca aceitar que erramos, que não somos capazes de tudo.
É próprio da natureza do homem acreditar que ele é capaz de tudo, de que pode querer decidir tudo, saber tudo, fugindo assim dos limites. Essa tentação de querer que a vida se desenrole a nosso modo, de acordo com nossos desejos, faz-nos esquecer que precisamos irradiar a Deus em nós. A este cuidado advertia a seus frades São Francisco de Assis: “Tome cuidado com a sua vida! Talvez ela seja o único Evangelho que as pessoas lêem!”
O exemplo mais clássico dessa humildade e pequenez à vontade divina é Maria, Mãe do Senhor. “Ele olhou para a pequenez de sua serva e por isso todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1, 48). E essa tão nobre virtude de Maria foi imensamente recompensada por Deus: De filha, tornou-se Mãe; de serva, tornou-se Rainha.
Que possamos sempre reconhecer nossa dependência de Deus, sobretudo nos momentos de aflições. “Vinde a Mim... e Eu vos aliviarei” (Mt 11, 28). Ele sabe tirar do nosso nada o que melhor nos convém, se a Ele nos voltarmos com confiança. E que no nosso dia a dia possamos irradiar sempre essa presença de Deus em nós! O seu rosto, não o nosso; a sua pobreza e não a nossa aparente riqueza, pois é a Ele a quem servimos.

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