São Francisco de Assis, um dos Santos
mais populares, “famosos” da Igreja, apesar de se terem passado já mais de 800
anos, sua história e seus ensinamentos continuam ainda vivos ente nós. Seu
legado continua vivo em nosso meio, pois foi uma criatura que se deixou amar
por Deus e, este amor, sendo verdadeiro, foi também eternizado. São Francisco
acreditava nesse amor e, mesmo na pobreza, sabia que Cristo não tirava nada,
mas acrescentava.
Em sua vida, São Francisco mostrava que “sua maior intenção, seu desejo principal e
plano supremo era observar o Evangelho em tudo e por tudo, imitando com
perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os passos de nosso Senhor Jesus
Cristo no seguimento de sua doutrina” (Tomas de Celano). Com isso, em um dado
momento, percebeu que seu Salvador queria uni-lo, ou assemelhá-lo mais
estreitamente a Ele, mais intimamente aos seus sofrimentos.
Com a experiência vivida no Monte
Alverne, o Santo reconheceu os traços do Divino Crucificado. Em êxtase, recebeu
revelações que nunca quis contar. Os mistérios de amor não se divulgam. Mas
percebeu uma transformação nele: em seu corpo estavam gravados os sagrados
estigmas da Paixão.
São Francisco amou profundamente a
Cristo, pobre e crucificado, vivendo na sua imitação. “Não sou mais eu quem vive, é Cristo que vive em mim” (São Paulo).
Este é o desejo que consome as almas místicas: despojar-se de sua própria
identidade e unir-se àquela do objeto amado. O amor modifica, simplifica,
amplifica. Isso ele bem mostrou em sua vida – amando a Deus e à Ele em suas
criaturas, nos irmãos - que o amor é uma escolha e um chamado para longe, pois,
coração e braços unidos não somente somam, mas multiplicam.

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